domingo, 6 de novembro de 2011

Casa Valduga

Sou suspeita para falar dos nossos espumantes, que estão cada vez melhores, alguns superando mesmo os clássicos champanhes. Estamos, inclusive, desbancando a França em degustações feitas às cegas. A Casa Valduga, então, é primorosa. Sem dúvida, uma das nossas melhores vinícolas. E sempre nos mata de orgulho. Em setembro, mais uma prova de que estamos nos superando quando o assunto é vitivinicultura. E nossos espumantes, matando a pau... Champanhe, pode começar a tremer!



Gran Reserva Extra Brut 2004: o melhor espumante brasileiro

O Casa Valduga Gran Reserva Extra Brut 2004 acaba de ser consagrado como o melhor espumante brasileiro em uma degustação às cegas realizada pela Sociedade Brasileira dos Amigos do Vinho de São Paulo, comprovando a supremaciada Casa Valduga na elaboração de borbulhantes.
A vinícola, que em concursos internacionais se destaca entre champagnes e espumantes de todo o mundo, superou mais uma vez uma amostra do tradicional espumante francês, incluída de surpresa na degustação.
O Gran Reserva Extra Brut foi descrito pelos degustadores como um espumante com “perlage bastante fina e constante. Nariz intenso, excelente complexidade, presença marcante das leveduras e aromas de pão e brioche. Na boca se confirma a potência e complexidade. Bastante longo, excelente acidez e muito equilíbrio”.
Entre em contato e conheça a carta de vinhos com os espumantes ‘número 1’ da Casa Valduga!

(Fonte: site da Casa Valduga www.casavalduga.com.br)

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

BIfe tartar

Na pequena Monte Verde, distrito de Camanducaia, Minas Gerais (164 quilômetros de São Paulo), as baixas temperaturas são um convite a boa gastronomia. E se vier acompanhada por um bom vinho, então, a diversão é garantida. Dotada de pequenos, mas agradáveis restaurantes, as opções mais comuns são os fondues (na maioria dos restaurantes servidos em sistema de rodízio – queijo, carne e chocolate, a um preço único por pessoa), a farta culinária mineira e a tradicional alemã.
Fotos: Soraia Kalil
Em recente visita ao local, para um tour gastronômico daqueles, me deparei com o Fritz, uma casa alemã, que inclusive produz cerveja. Lá comi um bife tartar, cujo preparo é feito na mesa, na presença dos clientes. Legal para quem, como eu, adora aprender e dividir. 

Uma das versões para a origem do prato é de que os tártaros, grupo étnico da Ásia Central, quase nunca saíam de cima dos cavalos. E comiam carne crua, já que não dispunham de tempo para cozinhá-las e muitas vezes, colocavam os pedaços em baixo da sela para amaciá-las. À noite, acrescentavam outros ingredientes, além do ovo. Já na culinária contemporânea francesa foram incorporadas outras especiarias, como a mostarda dijon, alcaparras, entre outras.  

Caso alguém sinta curiosidade de visitar o local, fica a dica para degustar o pastelzinho de eisbein com catupiry. É de comer, rezando!
O endereço é rua Rolinha, nº 40, Monte Verde. Telefone (35)  3438-2414.

Ingredientes:

300 gramas de filé mignon picado na faca (bem miudinho)
1 colher de sopa de alho amassadinho
1 punhado de alecrim
1 punhado de páprica
1 colher de sopa de alcaparras picadas
1 colher de sopa de pepino em conserva picado
1 colher de sopa de cebola picada
1 gema
1 colher de sopa de mostarda
1 colher de sopa de mostarda escura
Sal e pimenta do reino a gosto
Molho inglês
Azeite o quanto baste
Meio cálice de conhaque com limão

Preparo:

Versatilidade: entrada, acompanhamento ou prato principal
Com a carne já picada é hora de agregar os ingredientes, um a um, mexendo bem. Mas deixe por último a gema e o conhaque com limão. Vá acertando o sal e a pimenta. Quando todos os ingredientes estiverem misturados, junte a gema. Por último o conhaque. Está pronto.

Dica: Versátil, o bife tartar pode ser servido como entrada (nos dias quentes vai muito bem), como acompanhamento ou mesmo prato principal.


Com exceção da medida da carne, a quantidade dos demais ingredientes foi meio no “olhômetro”. Como vieram no prato separados um por um, ficou relativamente fácil calcular.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Cheescake ao Coulis de Frutas Vermelhas

Confesso que nunca vi o tal cheescake com bons olhos. Embora o colorido da coulis chamasse a atenção, não conseguia entender como uma sobremesa cuja base é feita com cream cheese pudesse despertar meus sentidos para a gula. Em passagem por Póvoa de Lanhoso, em Portugal, em maio deste ano, um único pedaço do doce, solitário numa vitrine concorrida por inúmeras guloseimas, despertou minha curiosidade. E enquanto degustava um Bacalhau ao Velho Minho (prometo em breve), acompanhado por um vinho verde da região, decidi que havia chegado o momento da nossa apresentação. Amor à primeira vista... ou melhor: paixão. Aquele tipo que te consome e nunca te sacia. Dias desses, inspirada a encarar a cozinha e com bastante saudades da terrinha, lancei mão da criatividade e... aqui está. Chescake ao coulis de frutas vermelhas, hortelã e Vinho do Porto.

Foto: Soraia Kalil
  Ingredientes para a massa:

 1 pacote (200grs) de biscoito maria ou maisena
 3 colheres de margarina


Recheio

1 lata de leite condensado
1 lata de creme de leite
2 potes de cream cheese
1 envelope de gelatina sem sabor preparada conforme as instruções do fabricante
2 ovos
1 colher de café (opcional) de cardamomo em pó

Coulis de frutas vermelhas

1 xícara de morangos
1 xícara de amoras
1 xícara de framboesas
1 xícara de mirtilo
1 xícara de açúcar 
Hortelã a gosto
1 cálice de vinho do Porto
3 anis estrelados

Preparo:

Massa: triture os biscoitos no liquidificador e misture a margarina até virar uma farofa. Forre o fundo de uma forma de aro removível e reserve.

Recheio: no liquidificador, bata todos os ingredientes até formar um creme homogêneo. Despeje sobre a massa e leve para o forno médio até firmar, aproximadamente 25 minutos.

Coulis
Leve ao fogo as frutas (com exceção do mirtilo), o açúcar e o anis estrelado, deixe engrossar por uns 10 minutos. Acrescente o vinho e o mirtilo. Deixe apurar mais três minutos. Adicione a hortelã e apague o fogo. Deixe esfriar. Basta jogar sobre a cheescake, já fria, e levar para gelar por, no mínimo, duas horas.   

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Cookies

(Foto: Soraia Kalil)

Após um longo período sem escrever, aqui me encontro novamente. Na verdade, continuo minhas aventuras na cozinha, mas por vezes me falta de tempo para escrever minhas experiências... Bem, mas vamos lá... Os Cookies são realmente divinos!!!! A receita é um pouco trabalhosa (afinal, ninguém tem forno industrial em casa e isso acaba fazendo a diferença), mas não se assustem. O bacana é que dá para fazer meia receita. E o melhor de tudo é que bem conservados (por exemplo, acondicionados num vidro, bem fechadinho) duram mais de 15 dias... Então, mãos à massa. Literalmente.

Ingredientes:
· 1 kg de chocolate meio amargo em cubos pequenos (dá para usar a metade de chocolate branco)
· 2 xícaras (chá) de açúcar
· 2 xícaras (chá) de açúcar mascavo
· 4 ovos
· 2 colheres (sopa) de baunilha
· 4 xícaras (chá) de farinha de trigo
· 5 xícaras (chá) de aveia liquidificada ou farinha de aveia
· 1 colher (café) de sal
· 2 colheres (sopa) de fermento em pó
· 2 colheres (sopa) de bicarbonato de sódio
· 3 xícaras (chá) de nozes picadas
· 2 xícaras (chá) de manteiga

Preparo:
Numa batedeira misture a manteiga, o açúcar, o açúcar mascavo e bata até formar um creme bem fofinho (uns 4 minutos). Acrescente os ovos, a baunilha e continue batendo por mais 2 minutos. É importante que a massa fique bem homogênea. Desligue a batedeira e transfira a mistura para uma tigela grande.
Junte a farinha de trigo e misture bem com o auxílio de um batedor de arame ou com uma colher de pau. Acrescente a aveia liquidificada, o sal, o fermento em pó, o bicarbonato de sódio e misture bem. Por último, junte as nozes e o chocolate. Cuide para que não haja acúmulo dos dois últimos ingredientes em algum ponto da massa.
Faça pequenas bolinhas do tamanho de 1 colher de sopa e arrume-as numa forma distante 5 cm umas das outras. É importante deixar esse espaço pois elas expandem. Leve ao forno pré-aquecido a 200 graus por 10 minutos (elas vão se expandir no forno e ficar com formato de bolacha ou cookies).
DICAS: 1)Como a massa tem uma base de manteiga, deixe-a na geladeira e vá tirando aos poucos. Isso facilita na hora de enrolar.
2) Outra dica é usar luvas de vinil para enrolar as bolinhas. Assim não gruda mesmo. Elas são encontradas em supermercados e em casas de produtos para festas.
3) Além de criar outros sabores com o chocolate branco, dá para acrescentar canela, coco ralado, etc...

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Talharim ao molho de queijos


Fotos: Soraia Kalil

Domingão! A preguicinha aliada a uma forte crise de sinusite não me impediram de ter de preparar o almoço. Haja criatividade! Sem pique para sair de casa e pensar em algo mais elaborado, encarei a geladeira e os armários em busca de algo. E encontrei: leite, queijos, alguns temperinhos mágicos e um bom talharim e, creiam, saiu uma bela massa com molho branco e queijo, muitos queijos.  Acho o molho branco é um dos complementos mais democráticos da gastronomia porque dá para criar, recriar e inventar. Vou colocar aqui a minha experiência, mas fiquem à vontade para novas “criações”. E, claro, me contem depois!
Molho Bechamel ( branco)
1 litro de leite
2 colheres rasas de margarina
2 colheres cheias de farinha de trigo
1 fio de azeite
Sacal e noz moscada a gosto
Complemento
200 gramas de gorgonzola
200 gramas de queijo sansoé (ou meia cura)
150 gramas de provolone
Parmesão ralado para gratinar
Modo de preparo
Em uma panela, coloque a margarina e o azeite e deixe derreter. Acrescente a farinha e mexa até se soltar do fundo da panela. Deixe cozinhar, mexendo sempre, por  cerca de 1 minuto. Acrescente aos poucos o leite, o sal e a noz moscada e mexa sem parar, até engrossar. Acrescente os queijos  e vá mexendo até perceber que eles derreteram. Misture à massa já cozida, salpique queijo parmesão e leve ao forno, em fogo alto, por alguns minutinhos só para gratinar. Ótima pedida para os dias mais frios.  Acompanhado por um vinho, fica irresistível!!!






segunda-feira, 13 de junho de 2011

Pudim de Café

Os sabores marcante do café e cítrico da laranja resultaram num perfeito casamento. E na versão pudim fica divino. Prometo que da próxima vez que fizer, posto a foto! Está aí, Yuri!!!! Mas vai ter de levar um pedaço para mim. Depois, vc desconta nos abdominais!

Ingredientes:
  • 2 latas de leite condensado
  • 6 colheres de café solúvel
  • 1 colher de sopa de baunilha
  • raspas de uma laranja (só a parte amarela)
  • 1 1/2 xícara de leite
  • 6 ovos
Bata todos os ingredientes no liquidificador por aproximadamente 2 minutos e depeje numa forma para pudim já caramelizada. Leve para assar em  banho-maria por aproximadamente 1 hora. Se preferir, dá para fazer no fogão, também em banho-maria. Fica pronto em mais ou menos 40 minutos.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Leite de Creme

Esta é uma típica sobremesa portuguesa, que eu experimentei em Mirandela, norte de Portugal. A receita é da minha tia Lucília, com algumas adaptações. Já testei e dá certo. Se você não tiver um maçarico culinário, dá para fazer o caramelo esquentando bem uma colher no fogo e queimando o açúcar. Leva um pouquinho mais de tempo, mas vale a pena. Ah, eu usei o açúcar light (da União) e ficou “mara”. Fez um bem para a gula!!!! Vamos lá:
Ingredientes
  • 1 litro Leite
  • 150 gramas açúcar
  • 60 gramas farinha
  • 1 casca de limão
  • 1 pau de canela
  •  
    
  • 4 gemas de ovo
Modo de preparo
Ferva o leite, com a canela e a casca de limão. Misture o açúcar e a farinha e vá adicionando aos poucos ao leite, mexendo sempre. Vai começar a engrossar. Adicione algumas colheradas deste creme às gemas e mexa com o auxílio de um garfo ou fuê. Junte, lentamente, ao creme e mexa vigorosamente. Retire o pau de canela e a casca de limão. Coloque num recipiente individual. Polvilhe açúcar por cima e queime para fazer o caramelo, com o auxílio de uma colher ou maçarico. Leve para gelar.